Regulação
CFP defende cooperação com Portugal e IA ética em congresso em Coimbra
No 7.º Congresso da OPP, o CFP defendeu o protocolo com a ordem portuguesa, o apoio a psicólogas brasileiras no país e critérios éticos para a IA.

O que saiu
O Conselho Federal de Psicologia (CFP) publicou nesta sexta-feira (23) o balanço de sua participação no 7.º Congresso da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP), realizado de 7 a 9 de outubro em Coimbra. A delegação, formada pela presidenta Ivani Oliveira, pela conselheira-tesoureira Claudia Carvalho e pelo assessor de relações institucionais Lucas Maximo, defendeu a cooperação internacional entre profissionais, o respeito à diversidade cultural, o compromisso com direitos humanos e o uso ético da inteligência artificial na profissão.
O que a entidade diz
Na sessão sobre a Psicologia sem fronteiras entre Brasil e Portugal, promovida pela Associação de Psicólogas Brasileiras em Portugal (APBP), a presidenta destacou o Protocolo de Intenções firmado pelo CFP e pela OPP em 2024. O documento prevê cooperação científica, intercâmbio de informações e orientação a profissionais que queiram atuar nos dois países, com apoio a quem se candidata, informação sobre os critérios, formação sobre legislação e ética e um grupo de trabalho conjunto. A APBP consta no texto do protocolo.
No debate com representantes da OPP, da Federação Europeia de Associações de Psicólogos (EFPA), da Associação Americana de Psicologia (APA) e da federação europeia de estudantes (EFPSA), o CFP apresentou o modelo brasileiro de construção coletiva das diretrizes da profissão pelo Congresso Nacional de Psicologia e defendeu uma Psicologia voltada à democracia, à justiça social e à ampliação do acesso ao cuidado para populações historicamente excluídas. Como exemplo de produção científica ligada aos territórios, citou o Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas (Crepop), que completa 20 anos em 2026.
Sobre inteligência artificial, a posição apresentada é que o uso dessas ferramentas na Psicologia seja acompanhado de formação, proteção de dados e critérios éticos, com atenção ao risco de reprodução de desigualdades. O CFP lembrou duas iniciativas próprias: a Nota de Posicionamento sobre Inteligência Artificial e Psicologia, publicada em 2025, e um guia para prática ética e responsável. A nota do conselho diz ainda que a cooperação com a OPP e a APBP pode avançar em IA, Psicologia educacional e emergências, direitos humanos, diversidade e desastres climáticos.
Fonte
Texto original: CFP articula cooperação internacional e debate desafios da Psicologia em congresso em Portugal, Conselho Federal de Psicologia (CFP), 2026-10-23.