Plataforma INSPIRE Brasil reúne indicadores de violência na infância
Coalizão integrada pelo CFP lança painel com 62 indicadores de 21 bases de dados para monitorar a prevenção da violência contra crianças e adolescentes.
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Redação Novidades Psi
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Fotografia: Library of Congress, HABS (via Wikimedia Commons), Domínio público. Contexto: San Diego Air and Space Museum Archives (via Wikimedia Commons), Domínio público.
O Conselho Federal de Psicologia (CFP) divulgou em 2026-09-29 o lançamento da Plataforma INSPIRE Brasil, previsto para 2026-09-30, na abertura do 8° Fórum de Políticas Públicas da Saúde na Infância, com transmissão ao vivo. A plataforma é uma iniciativa da Coalizão Brasileira pelo Fim da Violência contra Crianças e Adolescentes, articulação que reúne cerca de 90 organizações, entidades, universidades, coletivos, movimentos e redes de atuação nacional, da qual o CFP faz parte.
O que a entidade diz
Segundo o conselho, a ferramenta serve para monitorar estratégias de prevenção e de resposta às diferentes formas de violência contra a infância e a adolescência. Ela reúne, em um painel interativo on-line, 62 indicadores tirados de 21 bases de dados, organizados a partir do marco INSPIRE, um pacote de estratégias desenvolvido internacionalmente sob a liderança da Organização Mundial da Saúde (OMS). O CFP afirma que a iniciativa integra dados e evidências para orientar políticas públicas e pode fortalecer a atuação da Psicologia na garantia de direitos e na prevenção das violências.
A construção passou por etapas sucessivas, descritas pela nota do conselho. Ao fim delas, os indicadores foram adaptados à realidade brasileira e distribuídos em dez eixos.
A página da própria plataforma detalha os eixos. Um mede a incidência das violências; outros acompanham o cumprimento das leis, as normas e os valores, a segurança dos ambientes, o apoio a mães, pais e cuidadores, a renda das famílias, a resposta dos serviços de atenção e apoio e a educação para a vida, além de dois eixos transversais, de monitoramento e de coordenação entre setores. A mesma página destaca alguns dados de 2024: 11,8% das meninas de 13 a 17 anos relataram ter sofrido alguma forma de violência sexual, e 40% dos adolescentes de 13 a 17 anos matriculados em escolas relataram ter sofrido bullying. A plataforma reconhece que a violência contra crianças e adolescentes tem alta subnotificação e que os dados disponíveis não permitem saber com precisão o tamanho do problema no país.
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