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EFPA publica recomendações de políticas sobre clima e saúde mental

Federação europeia de psicólogos lista seis eixos em que a psicologia pode orientar políticas climáticas, do apoio em saúde mental à comunicação pública.

Por
Redação Novidades Psi
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5 min
Fonte conferida em
Colagem com corredor com porta e armário de gavetas, salão de um tribunal com janelas em arco e papel tinta.
Fotografia: Library of Congress, HABS (via Wikimedia Commons), Domínio público. Contexto: USC Digital Library (via Wikimedia Commons), Domínio público.

O que saiu

A Federação Europeia de Associações de Psicólogos (EFPA) anunciou em 2026-10-02 a publicação de um documento de recomendações de políticas públicas sobre mudança climática, com base na ciência psicológica. A mudança climática é uma das prioridades de atuação política do mandato atual da federação. No documento, a EFPA pede que formuladores de políticas europeus e nacionais incluam a psicologia nas decisões sobre clima e reconheçam a dimensão humana da transição para uma sociedade sustentável e resiliente ao clima.

O que a entidade diz

A página da EFPA sobre o tema parte de duas frentes de trabalho para a psicologia. A primeira é lidar com os efeitos da crise climática sobre a saúde mental e o bem-estar. A segunda é usar o conhecimento da área para melhorar a adaptação a efeitos que a federação considera já irreversíveis e para aumentar o engajamento de pessoas, comunidades e organizações na mitigação. O texto lembra que os países europeus diferem em clima, condições socioeconômicas e capacidade de cumprir metas, e por isso pede políticas sensíveis ao contexto e à cultura.

As recomendações estão organizadas em seis eixos, cada um com um diagnóstico curto e pedidos concretos.

Os seis eixos das recomendações da EFPADocumento sobre clima e ciência psicológica anunciado em 2 de outubro de 2026. 1. Sustentabilidade como base. Bem-estar não depende só de riqueza material; levar o bem-estar sustentável a campanhas e à educação. 2. Eficácia coletiva. Ação comunitária rende mais que a individual; reduzir barreiras estruturais como transporte e energia. 3. Emoções como motor. Mensagem baseada só no medo é insuficiente; cultivar esperança, competência e eficácia. 4. Saúde mental e resiliência. Incluir o apoio em saúde mental ligado ao clima no planejamento de saúde pública. 5. Organizações. Engajar funcionários e criar prestação de contas confiável contra a maquiagem verde. 6. Atuação política. Incluir psicólogos em órgãos consultivos de estratégia climática e levar a psicologia às escolas. Fonte: EFPA, 2026-10-02.INFOGRÁFICOOs seis eixos das recomendações daEFPADocumento sobre clima e ciência psicológicaanunciado em 2 de outubro de 2026.1Sustentabilidade como baseBem-estar não depende só de riquezamaterial; levar o bem-estarsustentável a campanhas e à educação.2Eficácia coletivaAção comunitária rende mais que aindividual; reduzir barreirasestruturais como transporte e energia.3Emoções como motorMensagem baseada só no medo éinsuficiente; cultivar esperança,competência e eficácia.4Saúde mental e resiliênciaIncluir o apoio em saúde mental ligadoao clima no planejamento de saúdepública.5OrganizaçõesEngajar funcionários e criar prestaçãode contas confiável contra a maquiagemverde.6Atuação políticaIncluir psicólogos em órgãosconsultivos de estratégia climática elevar a psicologia às escolas.Fonte: EFPA, 2026-10-02.

O eixo de saúde mental é o mais próximo da clínica. Segundo a EFPA, a mudança climática afeta a saúde mental de forma direta, como no estresse por calor, e indireta, pelas consequências de desastres naturais e das pressões econômicas e sociopolíticas, independentemente da posição política de cada pessoa sobre o tema. Os pedidos incluem monitorar a saúde psicológica nas avaliações de impacto climático, reforçar o apoio psicossocial às populações mais atingidas e ampliar o acesso a atendimento psicológico, tanto para o estresse e o trauma de eventos extremos quanto para o sofrimento de longo prazo ligado à degradação ambiental, com ansiedade antecipatória e preocupação moral. No eixo das emoções, a federação afirma que a comunicação baseada só no medo pode gerar desengajamento, paralisia ou polarização.

É um documento de posicionamento: não apresenta dados novos nem resultados de pesquisa próprios, e foi escrito para o contexto europeu.

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