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Natureza e imagem corporal: estudo ouve jovens mulheres na Itália

Estudo qualitativo com 19 mulheres italianas descreve como o contato com a natureza pode aproximar o corpo da experiência e afastá-lo da aparência.

Por
Redação Novidades Psi
Publicado em
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5 min
Fonte conferida em
Colagem com lupa ampliando um selo postal, envelope de carta de 1924 com selos e e papel verde sálvia.
Fotografia: Wikimedia Commons, Domínio público. Contexto: gta Archiv, ETH Zürich (via Wikimedia Commons), Domínio público.

O que saiu

O BPS Research Digest, serviço de divulgação científica da British Psychological Society, publicou em 2026-10-09 o resumo de um estudo qualitativo sobre como o contato com a natureza pode favorecer uma imagem corporal positiva. A pesquisa saiu no periódico Psychology and Psychotherapy: Theory, Research and Practice e ouviu 19 mulheres italianas de 20 a 35 anos, todas com o hábito, ao menos ocasional, de passar tempo em ambientes naturais. A pergunta do trabalho não era se a natureza melhora a relação com o corpo, e sim por quais caminhos psicológicos isso poderia acontecer.

O que o estudo diz

As participantes foram reunidas em seis grupos focais, nos quais falaram sobre a própria imagem corporal e sobre como certos ambientes e experiências mudavam a forma de sentir o corpo. As conversas foram gravadas e examinadas por análise temática reflexiva, um método qualitativo que procura padrões de sentido compartilhados entre os relatos. A equipe chegou a três temas.

O que o estudo fez, em quatro passosPesquisa qualitativa resumida pelo BPS Research Digest em 9 de outubro de 2026. 1. Recrutou 19 mulheres italianas. Todas com 20 a 35 anos e com algum hábito de passar tempo na natureza. 2. Formou seis grupos focais. As participantes conversaram sobre imagem corporal e sobre os ambientes que mudam essa experiência. 3. Fez análise temática reflexiva. Os relatos gravados foram lidos em busca de padrões de sentido compartilhados. 4. Chegou a três temas. Conexão com o corpo, foco fora da aparência e reconexão consigo mesma. Fonte: BPS Research Digest, 2026-10-09.INFOGRÁFICOO que o estudo fez, em quatropassosPesquisa qualitativa resumida pelo BPSResearch Digest em 9 de outubro de 2026.1Recrutou 19 mulheres italianasTodas com 20 a 35 anos e com algumhábito de passar tempo na natureza.2Formou seis grupos focaisAs participantes conversaram sobreimagem corporal e sobre os ambientesque mudam essa experiência.3Fez análise temática reflexivaOs relatos gravados foram lidos embusca de padrões de sentidocompartilhados.4Chegou a três temasConexão com o corpo, foco fora daaparência e reconexão consigo mesma.Fonte: BPS Research Digest, 2026-10-09.

O primeiro tema é a conexão com o corpo: a calma dos ambientes naturais facilitaria perceber sensações internas, e atividades como caminhar, nadar ou fazer trilha deslocariam a atenção para aquilo que o corpo consegue fazer. O segundo é a mudança de foco da aparência para a experiência. Longe da cidade, as mulheres disseram se sentir menos expostas ao julgamento alheio e menos inclinadas a vigiar ou comparar a própria aparência. Isso dependia do lugar: praias cheias continuavam a despertar comparação e constrangimento. O terceiro tema é a reconexão consigo mesma, com espaço para elaborar pensamentos e emoções e mais liberdade diante das expectativas sociais, o que, segundo os autores, poderia apoiar a autoaceitação.

Os pesquisadores interpretam os achados com a ideia de corporificação positiva (viver o corpo como parte de si, e não como objeto a ser avaliado) e com a teoria da auto-objetificação: ao dar uma pausa do olhar do outro, a natureza poderia reduzir a tendência de observar o próprio corpo de fora. São hipóteses. O próprio texto do BPS lembra que o estudo aponta mecanismos possíveis e não permite dizer que a exposição à natureza melhore a imagem corporal, o que exigiria outros desenhos de pesquisa. A amostra é pequena e formada só por mulheres brancas e cisgênero, o que limita a generalização.

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