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CREPOP abre consulta pública sobre psicologia no acolhimento do SUAS

Minuta de referências técnicas para psicólogas em unidades de acolhimento institucional recebe contribuições até 11 de novembro de 2026.

Por
Redação Novidades Psi
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5 min
Fonte conferida em
Colagem com corredor com porta e armário de gavetas, escritório com armário de gavetas e papel tinta.
Fotografia: Library of Congress, HABS (via Wikimedia Commons), Domínio público. Contexto: Library of Congress, HABS (via Wikimedia Commons), Domínio público.

O que saiu

O Conselho Federal de Psicologia (CFP), por meio do Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP), abriu em 2026-10-13 a consulta pública da minuta de Referências Técnicas para a atuação de psicólogas em unidades de acolhimento institucional do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Qualquer profissional pode ler o texto preliminar e enviar contribuições por formulário eletrônico até 11 de novembro de 2026. Encerrado o prazo, as sugestões serão consolidadas e encaminhadas à consultoria que redige a versão final. Segundo o CFP, a consulta é uma das etapas que antecedem o lançamento de qualquer referência técnica do Sistema Conselhos.

O que a minuta diz

Os serviços de acolhimento institucional ficam na proteção social especial de alta complexidade do SUAS e oferecem atendimento em tempo integral a pessoas que precisaram sair do núcleo familiar ou comunitário. A minuta trata do trabalho com crianças e adolescentes, pessoas idosas, mulheres em situação de violência, pessoas em situação de rua, pessoas com deficiência e do acolhimento em calamidades públicas e emergências. O texto parte de uma pesquisa nacional coordenada pelo CREPOP sobre a prática de psicólogas nesses serviços, com levantamento de dados e entrevistas individuais e em grupo feitas de forma remota durante a pandemia. Os relatórios regionais usados cobrem estados do Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, e a própria minuta registra dificuldades de mapeamento, como cadastros desatualizados e contatos sem resposta.

O documento se organiza em quatro eixos, e o formulário da consulta pede contribuições para cada um deles.

Os quatro eixos da minutaReferências Técnicas para o acolhimento institucional no SUAS, em consulta desde 13 de outubro de 2026. 1. Dimensão ético-política. História da assistência social e acolhimento como política de Estado, não como caridade. 2. Psicologia, território e sociedade. Interseccionalidade, trabalho social com famílias, escuta qualificada e território. 3. O fazer técnico. Rede intersetorial, Plano Individual de Atendimento, documentos, sigilo e desligamento. 4. Gestão do trabalho e formação. Condições de trabalho, precarização no SUAS, efeitos da pandemia e formação continuada. Fonte: Conselho Federal de Psicologia (CFP), 2026-10-13.INFOGRÁFICOOs quatro eixos da minutaReferências Técnicas para o acolhimentoinstitucional no SUAS, em consulta desde 13de outubro de 2026.1Dimensão ético-políticaHistória da assistência social eacolhimento como política de Estado,não como caridade.2Psicologia, território esociedadeInterseccionalidade, trabalho socialcom famílias, escuta qualificada eterritório.3O fazer técnicoRede intersetorial, Plano Individualde Atendimento, documentos, sigilo edesligamento.4Gestão do trabalho e formaçãoCondições de trabalho, precarização noSUAS, efeitos da pandemia e formaçãocontinuada.Fonte: Conselho Federal de Psicologia (CFP),2026-10-13.

O primeiro eixo reconstrói a história da assistência social no Brasil e trata o acolhimento como política de Estado. O segundo propõe que a psicóloga deixe a postura de perita para atuar como articuladora de vínculos, com atenção a raça, gênero e diversidade sexual de quem é acolhido. O terceiro reúne as diretrizes do cotidiano, do Plano Individual de Atendimento aos relatórios para o Judiciário, com destaque para o manejo do sigilo e da autonomia diante de pressões institucionais e para a preparação de quem sai do serviço. O quarto relaciona a precarização dos vínculos e o subfinanciamento ao sofrimento de quem trabalha e pede uma formação mais ligada à realidade do SUAS.

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