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Clínica

Na depressão, movimento dá mais energia de manhã do que à noite

Dois estudos de vida real mostram que, em pessoas com depressão, a ligação entre atividade física e sensação de energia enfraquece ao longo do dia.

Por
Redação Novidades Psi
Publicado em
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3 min
Fonte conferida em
Colagem com cadeira de escritório de madeira sobre, escritório antigo com mesas, cadeiras e e papel carmim.
Fotografia: National Park Service (via Wikimedia Commons), Domínio público. Contexto: University of Colorado Boulder Libraries (via DPLA) (via Wikimedia Commons), Domínio público.

O que saiu

O Research Digest da British Psychological Society (BPS) publicou em 2026-10-16 um resumo de um estudo do Journal of Psychopathology and Clinical Science, da Associação Americana de Psicologia, conduzido por equipe ligada à Universidade de Salzburg, na Áustria. A pergunta era se o horário do dia altera a sensação de energia que vem de pequenos episódios de atividade física, como caminhar ou subir escadas, e se pessoas com depressão respondem como pessoas sem depressão. A resposta foi diferente para os dois grupos.

O que o estudo diz

O trabalho reúne dois estudos independentes com dados longitudinais intensivos, em que os participantes relataram a própria energia várias vezes ao dia, durante a rotina normal. No primeiro estudo, a atividade física foi relatada pelos participantes; no segundo, medida por acelerômetro, um sensor de movimento usado no corpo. Os pesquisadores não prescreveram exercício: analisaram a atividade que acontecia naturalmente no dia a dia, com modelos multinível que testavam se a relação entre atividade e energia mudava conforme o horário e a presença de depressão.

As amostras foram de 106 pessoas no primeiro estudo e 68 no segundo. O texto do BPS descreve esses números como 106 pessoas com depressão e 68 controles saudáveis, mas o resumo do artigo indexado no PubMed mostra outra divisão: cada uma das duas amostras reunia um grupo com depressão e um grupo saudável, de tamanhos parecidos.

Segundo o BPS, à noite já não havia relação entre um episódio de atividade e a energia relatada por quem tinha depressão. Os autores não sabem explicar a diferença; levantam a hipótese de que ela tenha relação com áreas cerebrais como o córtex cingulado, o que ainda precisaria ser estudado. Como o desenho é observacional, o estudo mostra associação e não permite afirmar que a atividade produza a energia. Os próprios autores apontam limites para generalizar: a escolaridade alta nas duas amostras e a falta de informação sobre etnia na segunda.

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