Regulação
EFPA entra em campanha europeia de saúde mental no trabalho
A federação europeia de psicólogos é parceira da campanha da EU-OSHA para 2026 a 2028, com foco nos efeitos da digitalização sobre quem trabalha.

O que saiu
A EFPA, federação que reúne as associações de psicólogos da Europa, anunciou em 2026-10-16 que é parceira da campanha Locais de Trabalho Saudáveis 2026 a 2028 da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (EU-OSHA). Com o lema Juntos pela Saúde Mental no Trabalho, a campanha foi lançada em Bruxelas em 2026-10-13. Na parceria, a federação diz que vai dar atenção especial a um tema: as oportunidades e os riscos da digitalização para a saúde mental no ambiente de trabalho.
O que a entidade diz
Segundo a nota, a campanha reúne organizações de toda a Europa para promover a saúde mental no trabalho, reforçar a prevenção e trocar soluções práticas que respondam às necessidades de diferentes trabalhadores, setores e contextos nacionais. A contribuição da EFPA será aproximar o conhecimento da psicologia da ação prática, reunindo evidências e experiências de sua rede europeia, para que a ciência psicológica oriente as iniciativas de saúde mental nas empresas e para que práticas que funcionam possam ser adaptadas de um país, e de uma organização, para outra.
Sobre a digitalização, a federação reconhece os dois lados. Tecnologias digitais podem favorecer acessibilidade, flexibilidade e bem-estar, mas também trazem riscos ligados às condições psicossociais de trabalho, à exclusão digital, à intensidade do trabalho e à fronteira entre vida profissional e pessoal. Para a EFPA, entender esses efeitos é condição para que a transformação digital apoie a saúde mental em vez de miná-la.
O trabalho da federação nessa área segue seis princípios, detalhados na página de digitalização da entidade. Psicólogas e pessoas com experiência vivida devem participar da construção e da avaliação das regras para tecnologias com impacto na saúde. A ciência psicológica deve entrar desde o início no desenvolvimento de ferramentas digitais. O desenho da tecnologia deve favorecer transparência e controle pessoal, com proteção das pessoas e dos dados, sobretudo no treino de algoritmos e de IA. As desigualdades de acesso devem diminuir, com letramento digital para o público e para psicólogas. Ambientes virtuais e híbridos devem ser organizados de modo adequado ao contexto, com combate à desinformação e à fraude. E a tecnologia deve complementar as formas de apoio existentes, sem substituir as capacidades das pessoas. A mesma página informa que a EFPA criou em 2024 um grupo de referência de especialistas em digitalização.