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Regulação

EFPA pede ciência psicológica no roteiro da OMS para IA em saúde

Em declaração conjunta na OMS Europa, a federação europeia de psicólogos lista seis prioridades para que a IA em saúde proteja o bem-estar.

Por
Redação Novidades Psi
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3 min
Fonte conferida em
Colagem com escritório com armário de gavetas, objetos sobre uma mesa de escritório, e papel tinta.
Fotografia: Library of Congress, HABS (via Wikimedia Commons), Domínio público. Contexto: National Archives (NARA) (via Wikimedia Commons), Domínio público.

O que saiu

A Federação Europeia de Associações de Psicólogos (EFPA) divulgou em 2026-10-30 a declaração escrita que assinou com outras três organizações europeias sobre o novo roteiro da Organização Mundial da Saúde (OMS) para inteligência artificial em saúde na região europeia, previsto para o período de 2026 a 2033. O plano foi apresentado na 76ª sessão do Comitê Regional da OMS para a Europa (RC76), realizada em Copenhague de 2026-10-27 a 2026-10-29. A EFPA apoiou a iniciativa e pediu que a ciência psicológica e comportamental entre nas quatro áreas estratégicas do roteiro.

O que a entidade diz

A declaração tem a assinatura conjunta da EuroHealthNet, da Federação Europeia de Associações de Pacientes com Alergia e Doenças das Vias Aéreas (EFA) e da Associação Europeia de Saúde Pública (EUPHA). O texto reconhece que a IA pode apoiar a saúde e o bem-estar, fortalecer a prevenção e ampliar o acesso a serviços. Também afirma que o uso crescente dessas ferramentas levanta questões de segurança, equidade, autonomia, privacidade, confiança e qualidade do cuidado humano. Para os signatários, o conhecimento psicológico é necessário para entender como a IA afeta o bem-estar, como esses sistemas funcionam como sistemas cognitivos e como a ciência do comportamento pode contribuir para a governança da tecnologia.

O documento lista seis prioridades de ação. A primeira é incluir psicólogos e pessoas com experiência vivida na elaboração da regulação. As demais tratam de incorporar a ciência psicológica ao desenvolvimento de tecnologia centrada nas pessoas, promover transparência, controle pessoal e proteção de dados, melhorar o letramento digital e a acessibilidade, enfrentar ambientes digitais que possam prejudicar o bem-estar ou amplificar desinformação e cuidar para que a tecnologia amplie, em vez de substituir, as capacidades humanas e a interação pessoal.

A declaração pede ainda que o desenvolvimento e a adoção da IA apoiem a promoção da saúde e a prevenção sem aumentar desigualdades, com avaliação de benefícios e danos em diferentes grupos da população. No mesmo encontro, a EFPA foi anunciada como ator não estatal em relações oficiais com a OMS, status que, segundo a federação, cria um canal mais estruturado para levar o conhecimento psicológico às políticas regionais de saúde. A entidade também apresentou uma declaração sobre a futura estratégia da OMS para doenças crônicas não transmissíveis e bem-estar.

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