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Ansiedade social e paranoia se entrelaçam no dia a dia, indica estudo

Estudo com estudantes que responderam questionários oito vezes por dia achou muita sobreposição entre ansiedade social e paranoia, e algumas diferenças.

Por
Redação Novidades Psi
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3 min
Fonte conferida em
Colagem com lupa ampliando um selo postal, cadeira de escritório de madeira sobre e papel verde sálvia.
Fotografia: Wikimedia Commons, Domínio público. Contexto: National Park Service (via Wikimedia Commons), Domínio público.

O que saiu

O BPS Research Digest, da Sociedade Britânica de Psicologia, resumiu em 2026-10-29 um artigo da revista Personality Disorders: Theory, Research, and Treatment sobre a fronteira entre ansiedade social e paranoia. A equipe, com pesquisadores de Urbana-Champaign, nos Estados Unidos, acompanhou o cotidiano de estudantes com níveis variados dos dois traços. A conclusão é que as duas experiências estão muito entrelaçadas no dia a dia, mas guardam diferenças.

O que o estudo diz

O texto define a paranoia como a crença de que os outros têm más intenções, e a ansiedade social como uma experiência que costuma envolver sensação de inadequação e medo de rejeição. O estudo é observacional e usou dados de 184 mulheres e 53 homens, coletados em 2008 e 2009 dentro de uma pesquisa maior. Os participantes eram estudantes de psicologia com pontuações variadas em escalas de paranoia e de ansiedade social. Durante uma semana, eles recebiam oito avisos por dia para responder a um questionário de dois minutos sobre estado emocional, pensamentos e percepções, comportamento social, atividades e pensamentos de desconfiança.

Os autores descrevem a sobreposição como substancial. Quem pontuava mais alto em qualquer um dos dois traços relatou mais emoções negativas, uma visão pior de si e dos outros, mais desconfiança sobre as intenções alheias e mais sensação de ter sido maltratado ou criticado. Só a paranoia esteve associada a mais raiva, a emoções mais intensas em geral e à suspeita de que outras pessoas eram ameaçadoras. Só a ansiedade social esteve associada a se sentir pouco cuidado, à vontade de ficar sozinho mesmo acompanhado e, nos momentos a sós, à percepção de que isso acontecia porque os outros não gostavam da pessoa.

A própria equipe reconhece limitações. A amostra era majoritariamente feminina e formada só por estudantes de uma universidade americana, o que pode não refletir a população em geral. Os dados têm mais de 15 anos, e os autores observam que a pandemia de covid-19, as mudanças no ambiente político dos Estados Unidos e os novos padrões de uso de redes sociais podem ter alterado a forma como os dois traços se apresentam em jovens adultos. Um novo grupo de participantes já foi recrutado para tentar replicar os resultados.

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